terça-feira, 30 de novembro de 2010

Músicas belas, corações hipócritas

Às vezes falamos a Deus aquilo que achamos que Ele quer ouvir, e não o que realmente está em nosso coração.
“E ele (Jesus), respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com lábios, mas o seu coração está longe de mim” Marcos 7.6
Neste texto, constatamos que os fariseus cometiam o pecado do legalismo. Ou seja: eles substituiam com palavras e práticas externas, as atitudes internas requeridas por Deus (novo nascimento). Eles falavam palavras sábias e agiam como pessoas justas, mas sua motivação não era sincera em obedecer e agradar a Deus. Os fariseus foram chamados hipócritas por serem fingidos religiosos, dissimulados.

Ainda nos falta discernimento para detectarmos o erro do legalismo dentro de nossas igrejas, porém, se olharmos atentamente para os nossos atos, constataremos sem empecilhos a presença de exageros, mentiras e declarações inconseqüentes. Um bom começo é olhar as músicas que estão sendo cantadas. Muitas falam de coisas que dificilmente colocamos em prática. São promessas que não serão cumpridas e declarações que não são verdadeiras. Responda com sinceridade: Você vive perfeitamente o que as músicas que cantam o fazem prometer?
Será que você está ciente daquilo que têm expressado através da música? Será que com as lutas você continuará firme até o fim? Será que você coloca em prática o que tem cantado? Vale dizer que o problema maior não é a música que cantamos, mas a vida que levamos. Isto porque em muitas ocasiões nossa vida não sustenta tais palavras! É aí que mora o perigo; é aí que está o real problema.
Creio que fazemos isto não porque desejamos enganar a Deus, porém, às vezes falamos a Deus aquilo que achamos que Ele quer ouvir, e não o que realmente está em nosso coração. Sem dúvida alguma, isso é um tipo de engano e por esta razão os questionamentos acima são extremamente sérios e devem ser tratados com atenção e reflexão.
Não estou dizendo que devemos parar de cantar, mas devemos entender e colocar em prática aquilo que estamos cantando.
Às vezes, quando cantamos, estamos fazendo promessas a Deus sem perceber. Contudo, muitas dessas promessas nunca serão cumpridas. Quantas delas já foram esquecidas? Aliás, é válido dizer que para muitos as coisas se tornaram mecânicas!
Simplesmente ao término de cada reunião ou ao fim de mais um dia, basta desligar o teclado e ir pra casa, para que no outro dia a rotina recomece!
Sendo assim, não veja o seu chamado como uma profissão ou um cargo exercido na Igreja, cujo objetivo e única função é “animar uma platéia”! Preste atenção no que está fazendo, entenda a mensagem que está sendo passada através do seu louvor! É uma responsabilidade imensa e isto não serve apenas para o povo, mas diz respeito principalmente à sua própria vida!
*Texto adaptado de Ramon Tessmann

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